Método de inspeção em que avaliadores especialistas examinam uma interface contra um conjunto de princípios de usabilidade.
Nas palavras dele "As 10 principais heurísticas de usabilidade permaneceram as mesmas por mais de 25 anos. Elas vêm dos fundamentos do comportamento humano — e os fundamentos são o que torna qualquer tipo de design de interação fácil ou difícil de usar." — Jakob Nielsen
Em vez de gastar tempo de usuário real com problemas que qualquer especialista detectaria, a heurística filtra a "casca grossa" dos defeitos primeiro. Eficiência de descoberta por baixo custo.
Cada problema recebe uma severidade combinando frequência, impacto e persistência. Quanto mais alto, mais urgente.
Exibir chips horizontais de categoria já durante a digitação, com o preview adaptado ao filtro selecionado.
Agrupar por categoria · capa circular para artistas · ícones distintivos por tipo · colapsar variantes da mesma música.
Reposicionar o botão no topo da seção, ao lado do título "Pesquisas recentes" — padrão usado pelo próprio Spotify em outras telas (notificações, biblioteca).
Padrão comum: minimalismo estético sacrificando descobribilidade. H5 e H7 aparecem em 3 dos 4 problemas.
Toque na música → "Remover" → música some sem confirmação. Sem snackbar, sem desfazer.
Editar → remover ⊖ → confirmar → snackbar com "Desfazer". Rede de segurança OK.
Não é possível selecionar múltiplas músicas para remover ou mover em lote. Em playlists longas (50+ faixas), organizar exige repetir o mesmo gesto dezenas de vezes.
Modo de seleção múltipla via toque longo. Após o primeiro toque, demais alternam seleção. Barra inferior com ações em lote (mover, remover, adicionar).
Toda playlist é criada como pública, sem que o usuário possa definir privacidade no momento da criação. Para tornar privada, é preciso depois abrir o menu da playlist e alternar.
Toggle "Pública / Privada" visível na tela de criação · padrão privado para reduzir vazamento acidental.
Funções essenciais da playlist ficam fora do fluxo natural: a descrição se esconde no menu de três pontos e "Adicionar músicas" aparece só no rodapé — fora do padrão da busca global, que está no topo.
Campo de descrição direto na criação/edição · padronizar posição da busca sempre no topo da playlist.
Recursos avançados de DJ chegam ao usuário sem mediação: Edit Transition exibe BPM, notação Camelot e formas de onda, e o Blend cria a playlist sem explicar critérios. O resultado vira uma surpresa — boa ou ruim.
Onboarding obrigatório no primeiro acesso · tooltips contextuais nos termos técnicos · explicação resumida antes da criação do Blend.
O editor de transição tem um limite máximo de intervalo, mas não exibe a duração em segundos, não indica qual é o limite, nem explica o motivo. O usuário só descobre o limite quando esbarra nele.
Exibir duração em segundos em tempo real · ao atingir o limite, mensagem explicativa ("intervalo máximo de Xs para preservar o batimento").
Usuário free toca em "Edit Transition" e o sistema não responde ou abre uma tela vaga, sem indicar que é restrição de plano. Falha silenciosa que parece um bug.
Ícone de cadeado + tag "Premium" no botão · ao tocar, mensagem explicativa com CTA opcional para upgrade.
Convidar uma pessoa e gerar a playlist Blend exige múltiplos passos: biblioteca → "+" → Blend → escolher pessoa → enviar convite → aguardar aceitação → abrir notificação → começa a montagem. Uma feature social precisa ser leve.
Reduzir para 2 passos: escolher pessoa → compartilhar link. Convite direto via deep link (WhatsApp, mensagem) sem fricção.
Padrão: H1 lidera, com H4, H5 e H6 empatadas em segundo — falhas de descoberta, consistência e eficiência. H9 zerada — Spotify acerta na recuperação de erros.
Spotify é maduro visualmente, mas peca em descoberta de funcionalidades.
As 10 heurísticas vêm da Nielsen Norman Group — referência mundial em UX research desde 1998.
18 problemas. 9 heurísticas tocadas. 4 avaliadores. Web design is my passion.